segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Sábado cultural


Sábado é dia de conhecer a cidade, como todo bom turista. O destino deste final de semana foi o Museo del Oro. Fundado em 1939 o memorial conta, através de vídeos e diversas peças milenares, a história dos metais. A Interatividade é um dos pontos altos do espaço, mas depois eu conto isso.

Antes de chegarmos ao museu resolvemos dar uma voltinha por San Andresito, um camelozão que fica no centro. As lojinhas são famosas por venderem perfumes, eletrônicos e celulares por um preço bem mais atrativo que não comércio oficial. Diferente do Camelô de Floripa elas ficam em diversas lojas e galerias espalhadas por umas três ou quatro quadras. Me lembrou bastante a 25 de Março e o Brás, em São Paulo, principalmente pela comidarada que é vendida na rua...

Se não fosse o colombiano que atende dava para dizer que é no camelódromo de Floripa

Ouvimos falar bastante dessa zona de comércio, são duas em Bogotá, a que fomos não parece ser muito boa, a maioria dos celulares são usados e têm muita réplica. Estou em busca de um iPhone, mas o povo aqui só usa BlackBerry, uma coisa séria...
Também não vimos nada de perfumes e equipamento fotográfico, acho que a outra San Andrezito deve ser melhor, qualquer hora a gente vai lá.

Antes de mergulhar em nossa tarde histórica-cultural almoçamos um calentado, um dos pratos típicos da região. É um pratão com arroz, carne moída, salsicha, batata, feijão (o nosso foi com lentilha) e se preferir pode pedir também um ovo frito, nossa opção foi sem ovo. Geralmente não dou conta de tudo aí o Isac come o dele e o que eu não consegui comer do meu. Até agora foi a comida típica mais normal para o meu paladar.

Depois de um desses dá pra virar cimento a tarde toda :P

Bem alimentados rumamos ao museu. $3.000 (R$3 [ahhh, os pesos também são representados só por $, não são três mil dólares.]) para entrar e quatro andares de muita história.

Peças originais (na parte branca) e uma foto com a ampliação (em preto), assim os detalhes podem ser vistos

Museu é aquela coisa né, não adianta eu descrever, cada um tem seu momento de fruição, como já diria minha professora de estética cultural, Daniela Pistorello, excelente professora por sinal.

As minúscula peças de ouro eram feitas em moldes de barro


Uma das peças que eu mais gostei

A peça que deu origem ao museu, a primeira de todo o acervo

O que posso garantir é que a interatividade se faz presente em algumas salas, principalmente no 3º piso. Um dos espaços proporciona uma experiência sensorial fantástica, a reprodução de uma cerimônia indígena de oferenda. Conta a lenda que os xamãs arremessavam ouro e esmeraldas em um poço, como forma de agradecimento. Em uma sala que se fecha, e fica totalmente escura, luzes e sons nos estimulam diversos sentidos, só estando lá para entender.

Saindo do museu fomos numa galeria de lojas de artesanato, que fica ao lado do museu. Já sabemos onde serão compradas as lembrancinhas que levaremos para o Brasil!!! Muita coisa linda, dá para deixar uma boa grana por lá hehehe.


Na praça em frente ao museu tava rolando uma feira de livros, revistas e discos, um sebo ao ar livre, lembrei do meu amigo Vicente. Ele ia adorar procurar um Bukowski em espanhol...


Voltamos para casa de Transmilenio, sem imprevisto desta vez, tudo sob controle.

2 comentários:

Mila Freire disse...

OI Ana,

Já comeram as famosas Arepas?Sancocho??Tamal??Massato???Bandeja Paisa?/
VCs precisam ir no outro SanAndrezito onde tem mais coisas e mais novidades...
Estive la fim de semana passado, e muita coisa de preços bons.

margareth disse...

Vai precisar repetiroutra vez tudo isso comigo e com a Fatima,e já sei que vou adorar..