sábado, 11 de junho de 2011

Arraiá em Bogotá

Hoje foi dia de dançar quadrilha, comer doces brasileiros e ouvir forró, foi realizada a Festa Junina do Grupo Aquarela. Mas antes de contar como foi a festa vou contar nossa aventura para chegar lá.

Durante a semana não tinha certeza se nós iríamos, sabia que o local da festa, o restaurante El Rincón de Fusca, era afastado, inclusive a Paula, uma das integrantes da junta diretiva, nos ofereceu carona, ela disse que além de ficar longe tinha um pedágio no caminho e os taxistas poderiam não querer nos levar até lá. Como ela e o marido iriam antes do meio-dia, e nós só à tarde, agradeci a disponibilidade e disse que daríamos um jeito de chegar.

Olhamos no nosso velho amigo Google Maps que nos disse que o restaurante ficava bem perto do pedágio, nos nossos planos, se o motorista não quisesse atravessar a gente descia do táxi e caminhava até o local da festa. Mas, como nossos planos nunca são executados sem passarmos por nenhuma emoção... tivemos a maior de todas até hoje...

Almoçamos, chamamos o táxi, informamos o destino e o motorista não recusou a corrida. No caminho ele correu muito, demais, acho que estava com raiva por ter que ir tão longe. Fechei os olhos em vários pontos do percurso, achei que ele ia bater pelo menos umas 9 vezes e meia.

O lugar era realmente longe, não chegava nunca. Passamos por umas regiões com cara de perigosas, por ruas esburacas, por obras na pista e não chegava nunca. Eu, que já estava preocupada, ia trocando mensagens com a Channa pelo WhatsApp. Ela disse que realmente ficava depois do pedágio, mas era pertinho, o primeiro depois da barreira.

Quando o motorista confirmou nosso destino ele nos informou que para passar o bendito pedágio teria que cobrar uma taxa de $57.000, que é obrigatória para quem cruza os limites de Bogotá, se ele fosse pego pela polícia depois do pedágio teria que pagar uma multa etc e tal. Com isso resolvemos que não precisava pagar tão caro para andar alguns metros. Quando chegamos em uma placa de indicação da tal zona de cobrança ele parou o carro e nos disse "Ese es mi límite, tendré que dejar vosotros aquí, pero está cerca". E com isso pagamos os $30.000 pela corrida (até hoje o valor mais caro, estava marcando o código 420 no taxímetro que geralmente marca 85 nos lugares por onde andamos) e descemos em uma rodovia sem acostamento, no meio do nada com lugar nenhum.

Fiquei visivelmente preocupada, não parecia estar perto e estava chovendo, não tinha o que fazer além de andar, andar e andar. O restaurante fica no Km 19 da rodovia, passamos em frente a um outro estabelecimento que marcava Km 16. Sim, teríamos que caminhar por mais de 3km ao total. E para ficar ainda mais emocionante em determinado ponto da maratona um cachorro saiu de dentro de um pátio e veio atrás de nós. Eu já fui mordida por um cachorro e não quero que isso se repita. Além de braba (porque eu estava bufando) fiquei com medo. O Isac espantou ele com alguns berros e guardachuvadas, ele nos acompanhou por uns 200m latindo e parecendo que ia atacar, mas, graças a Deus, resolveu não ir muito longe de casa.

E no visual campesino por onde andamos vimos algumas ovelhas
(acho que essa era amiga do cachorro, não tava com uma cara muito boa para nós...)

Passado o susto do peludo continuamos caminhando. Eu já estava dizendo para mim mesma, e para o Isac, que não deveria ter ido, que meu sexto sentido não me engana blá blá blá... Até que vimos uma placa indicando que o pedágio estava a 300m, foi a glória. Atravessamos a maravilhosa área de tarifação e avistamos a placa do restaurante com a seguinte frase: "Hasta aqui llegamos" quando eu li essa frase não sabia se ria ou se chorava. Sim, até lá nós chegamos. Aí já estávamos na porta da festa, era hora de ficar feliz e aproveitar a tarde.

Finalmente, o local da festa

Encontramos as brasileiras queridas e suas famílias, conheci a Leandra, que até hoje era uma amiga virtual, comemos bolo de cenoura, pé de moleque, doce de leite, dancei quadrilha, dei risada com a Channa, tirei umas fotos e nos divertimos. 

A quadrilha começou tímida e acabou com bastante gente dançando

A Channa vendendo e a Leandra escolhendo o que ia comer

Mais no meio da tarde a Andresa chegou com o marido e a filha, finalmente conhecemos o Binho (eles também são de Floripa) conversamos por um bom tempo e na volta não recusamos a carona que nos foi oferecida. A Paula veio falar com a gente antes de ir embora, disse que poderia nos trazer em casa, mas já tínhamos combinado com a Andresa e o Binho, aí não foi preciso, mas Paula, eu ainda vou ter o prazer de aceitar uma carona sua hahahaha, não desiste de oferecer.

As brasileiras blogueiras

Durante a festa não sei quem teve a ideia, a boa ideia, de reunir algumas meninas que têm blog, assim temos essa foto com a Letícia - Cantinho da Sophia, a Leandra - Comboio do Norte, a Andresa - Vida Nova em Bogotá e eu, deste blog.

Engraçado foi eu com o rosto pintado vendo as pessoas na rua me olhando...

No fim deu tudo certo, como sempre acontece... Aproveitamos a festa e agora temos mais uma história colombiana para contar.

6 comentários:

Mike disse...

menina tô morrendo de rir ôh ptzzz eu achava que era uma das muitas aventuras que se vive ao pegar um taxi na Colombia + faram tantos os outros detalhes que só rindo mesmo, ate li pro meu marido rsrsrs + que bom que valeu a pena né :9 feliz domingo !!!

Leandra disse...

Que aventura pra chegar, Ana!!! Mas que legal que estava lá, né? Muito, muito divertido! Foi ótimo!

Bjs

Aquarela Bogotá disse...

Nossa, que aventura!! o bom é que fica muitas lembranças e histórias para contar e rir muito depois, a festa estava ótima!!!

Andresa Silva Cunha disse...

Nossa que sufoco heim, mas no final tudo vale a pena!!! Bjus

Andresa
http://voltandoabogota.blogspot.com

margareth disse...

Que aventura emmm,só nós duas pra nos metermos emfurada ,ahahahahah.Mas graças a Deus,nosso anjo da guarda é bem forte,ehehehhe.
bjs..

Ana Paula Gonçalves disse...

Amém!